Os verdadeiros finais dos Contos de Fadas – Parte 4: Branca de Neve

Nextale/ julho 27, 2021/ Uncategorized/ 0 comments

Quem está acompanhando aqui no blog os posts sobre Os verdadeiros finais dos Contos de Fadas já percebeu que os contos originais não são nada parecidos com as fofas animações da Disney. Diferente do belo musical de A Branca de Neve e os Sete Anões, de 1937, a história registrada pelos irmãos Grimm da princesinha “branca como a neve” não é tão feliz assim. Vocês estão preparados para conhecerem essa versão? Então vamos lá!

Um sonho é um desejo que o seu coração faz…

A história começa com uma jovem rainha, sentada na janela de ébano em uma noite de inverno. Ela espeta o seu dedo com uma agulha e ao observar o sangue vermelho contra a neve branca, deseja ter uma filha que seja “branca como a neve, com lábios vermelhos como o sangue e o cabelo preto como o ébano”. Não deu outra,  alguns meses depois, nasce nossa heroína com exatamente essa descrição, a quem o pai chama de “Branca de Neve”.

Chegada da Madrasta

Após dar à luz, a jovem rainha morre, deixando a recém nascida sem uma mãe. Na história dos irmãos Grimm, o rei casa-se um ano depois com uma nova rainha, jovem e muito bela, que se torna a madrasta da filha.

Espelho mágico

“Espelho, espelho meu, quem é mais bela do que eu?” Todos conhecemos o famoso espelho mágico da Rainha, que sempre lhe diz a verdade. A mulher era muito vaidosa e todos os dias olhava para o seu espelho e fazia essa pergunta. Ao que o objeto sempre respondia que “ela era a mais bela”. E foi assim durante um tempo, até que ele mudou sua resposta… a qual não foi muito bem recebida.

O Caçador

Até agora tudo correu de acordo com o que conhecemos, mas é aqui que a história fica estranha. Quando o espelho finalmente responde que Branca de Neve estava se tornando mais bela que a rainha, a menina tinha SETE anos! Isso mesmo, ela ainda era uma criança!

A rainha, extremamente invejosa, manda então que um caçador leve Branca de Neve para a floresta e a mate, trazendo seus pulmões e fígado para que ele comprovasse o ato vil.

O caçador faz o que é mandado, e leva a jovem para a floresta. Chegando lá a menina implora por sua vida e diz que pode fugir e nunca mais voltar. O Caçador sabendo que ela não iria sobreviver na floresta, decide soltá-la, retirando de si mesmo a responsabilidade por sua morte.

Canibalismo

Branca de Neve foge pela floresta, mas ainda faltava uma parte do plano do Caçador. Assim, quando ele vê um javali em seu caminho, o mata com uma flecha e retira seus órgãos, levando-os para a Rainha.

E chegamos a parte sangrenta! A Rainha fica tão feliz por voltar a ser a mais bela, que ela manda o cozinheiro preparar um banquete com os miúdos. A madrasta come tudo com muita satisfação, acreditando se tratar dos restos de Branca de Neve. Nojento e assustador, não?

Os sete anões

Enquanto a Rainha praticava o seu falso canibalismo, Branca de Neve, após correr muito pela floresta, encontra uma casinha no seu interior. Ela invade o lugar e se deita em uma das camas, caindo no sono. Os sete anões, que trabalhavam nas minas do rei, ao chegarem, ficam encantados com a beleza da jovem menina (de sete anos!). Quando ela acorda, eles a acolhem e deixam que ela se esconda em sua casa com uma condição: que ela limpe e cozinhe para eles. (sim, é hora de revirar os olhos)

A terceira vez é a da sorte?

Todos nos lembramos da maçã envenenada, certo? Mas na história dos irmãos Grimm, a madrasta tenta matar a Branca de Neve TRÊS vezes!

Após descobrir pelo espelho que foi enganada pelo caçador, ela resolve matar por si própria a menina. Na primeira tentativa, ela se disfarça de velha senhora e vende um corpete para a jovem, apertando-o até que ela perca o fôlego e caia desacordada no chão. Quando os anões voltam do trabalho, eles encontram a menina e a salvam retirando-lhe o corpete.

Na segunda tentativa, a Rainha envenena um pente, e se disfarça de novo, como outra velhinha, vendendo-o para a inocente criança. De novo, os anões a encontram com o pente na cabeça e ao retirá-lo, a salvam.

Na terceira (e última!) tentativa, a rainha finalmente envenena a maçã e dá de presente para Branca de Neve que ao mordê-la, cai dura no chão. E dessa vez, os anões nada puderam fazer para ajudá-la.

Príncipe (Des)encantado

Os anões, muito tristes, decidem fazer um caixão de vidro para manterem a beleza de Branca de Neve intacta, porque misteriosamente, o corpo dela não se decompôs, conservando-a bela. Colocando o caixão de vidro em um lugar na floresta, os anões se revezavam para vigiá-la. Até que um belo dia, um príncipe, que andava por perto, encontra o caixão e se apaixona pela sua ocupante (#creepy). Desesperado, ele pede o caixão para os anões e ao o mover de lugar, o pedaço envenenado da maçã que estava entalado na garganta da jovem se desprende, trazendo-a de volta à vida!

Ela também se apaixona pelo príncipe (que acabou de conhecer) e os dois resolvem se casar.

Final feliz pra quem?

Chegando no final do conto dos Grimm, Branca de Neve e o príncipe convidam a Rainha para o casamento. Sem saber que se tratava de sua vítima, ela vai. Mas ao chegar lá ela reconhece a jovem tarde demais, pois o casal ordena que coloquem sapatos de ferro quente em seus pés, obrigando-a a dançar até morrer. Parece que o mundo dá voltas, não é mesmo?

Essa é a versão original do conto da Branca de Neve, escrito pelos irmãos Grimm entre 1817 e 1822. Vocês já conheciam essa versão? Conta pra gente nos comentários o que difere da versão que vocês conhecem!

Referências:

https://www.grimmstories.com/pt/grimm_contos/branca_de_neve

https://pt.wikipedia.org/wiki/Branca_de_Neve

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