Curiosidades sobre a origem do livro

Nextale/ outubro 26, 2021/ Uncategorized/ 0 comments

Dia 29/10 é comemorado o Dia Nacional do Livro e, para nós amantes da leitura, é impossível deixar essa data passar em branco, não é mesmo? Por isso, trouxemos essas curiosidades sobre o nascimento e desenvolvimento desse objeto que guarda conhecimentos, fatos e histórias capazes de nos movimentar.

O livro sofreu diversas modificações durante a história até se tornar o que conhecemos hoje. Para descobrir os primórdios desse objeto, precisamos voltar cinco mil anos no tempo, para a Mesopotâmia. Em 3.200 A.C., o povo sumério já tinha inventado um sistema de escrita cuneiforme que era gravado em grandes tábuas de argila. O conteúdo contava com inscrições de leis, religião, lendas e poemas.

Carregar pedaços de argila por aí não devia ser muito fácil! Com o passar do tempo, surgiu o Khartés (também conhecido como volumen pelos romanos), que era um cilindro de papiro que podia ser facilmente transportado. Para ler o objeto, era necessário desenrolar o papiro que ficava preso ao redor de um bastão feito de madeira ou marfim, que quando enrolado, dava ao objeto a forma de um cilindro. Esses instrumentos tinham em torno de 6 a 7 metros de comprimento e podiam conter várias obras em um mesmo rolo, o que era denominado tomo.

A palavra “livro” surgiu da produção do papiro, pois era feito com parte de uma planta que era “livrada”, ou seja, liberada do resto do vegetal. Esse instrumento, com o tempo, foi substituído pelo pergaminho, que consistia em excertos de couro de animais. O novo tipo de material tinha uma resistência maior que o pergaminho e foi bastante utilizado.

O volumen também foi substituído pelo codéx. Esse é um formato mais parecido com o que conhecemos atualmente e surgiu entre os gregos como recurso para codificar as leis. O códice consiste em uma compilação de páginas de pergaminho que eram costuradas uma na outra e para ler era necessário “passar a página” e não mais desenrolá-la, como era no cilindro. O codéx foi aperfeiçoado pelos romanos durante a era Cristã, sendo a bíblia feita nesse formato. Ele facilitou a distribuição de informações de forma escrita o que transformou a leitura em um hábito de prazer, diferente do senso prático que a caracterizava. As livrarias passaram a existir e leituras em público ocorriam nas praças em um evento chamado recitatio.

Na Idade Média, dentro dos monastérios, o livro continuou se modificando, agora sob as mãos dos monges copistas. Por meio deles, o conhecimento de grandes livros antigos era copiado em novos volumes, mas as obras davam muito trabalho e demoravam anos para ficarem prontas. Com o trabalho dos monges, surgiu o aparecimento da margem, páginas em branco, pontuações, índices e sumários. Além disso, nessa época, a Europa passa a exportar o papel da China, por meio de comerciantes árabes.

O trabalho dos monges logo viria a ser substituído por uma das maiores invenções da época: a impressão. Inventada pelo alemão Johannes Gutenberg em 1455, a  prensa de tipos móveis era uma máquina que consistia em usar blocos de madeira com o conteúdo de cada página do livro, que era mergulhado em tinta e depois transferido para o papel por meio da “prensa”. Esse método permitia fazer várias cópias, diminuindo o tempo de produção e os custos. Esse foi um grande marco para a popularização dos livros, democratização da educação e desenvolvimento da imprensa.

Atualmente, os livros são feitos em larga escala e todos amamos ter aquela coleção de obras em nossas estantes. Mas as modificações não pararam no papel. Com as novas tecnologias o livro agora foi digitalizado e podemos ler diversas obras, que estão na palma da nossa mão e disponíveis em uma tábua, (ops!) digo, tablet, celular, computador, kindle e por aí vai. Quem diria que chegaríamos tão perto do que os sumérios usavam? (risos). E o livro não para de se transformar. Com os meios digitais, novas formas ainda mais loucas vêm aparecendo, como o audiobook ou, no caso da Nextale, os nossos nexbooks e cardbooks, que misturam textos, efeitos visuais e sonoros para criar uma leitura imersiva.

Independente do formato, uma coisa é certa: assim como na história os livros passaram por transformações, eles também nos transformam todos os dias! Agora, para comemorar esse dia tão especial, que tal colocar aquela leitura em dia?

Referências

https://pt.wikipedia.org/wiki/Livro

https://novaescola.org.br/conteudo/2547/quem-inventou-o-livro

https://brasilescola.uol.com.br/datas-comemorativas/dia-nacional-livro.htm

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