Curiosidades folclóricas: A origem das lendas

Nextale/ novembro 23, 2021/ Uncategorized/ 0 comments

O folclore brasileiro possui um universo tão rico e vasto que a maioria das pessoas desconhece a origem de várias lendas presentes no nosso cotidiano. Por esse motivo, reunimos hoje algumas curiosidades sobre o surgimento das principais criaturas mitológicas do país! Confere só!

Cuca 

Apesar de tão popular no Brasil, diversos estudiosos apontam que a Cuca é na verdade oriunda da Península Ibérica, estando presente há anos na cultura popular tanto de portugueses quanto de espanhóis. Nesse local, a lenda da Cuca era conhecida pelos nomes de Coco e Coca.

Na Espanha, ela era representada por um dragão que havia sido morto por um santo. A figura aparecia principalmente nas procissões. Já na região da Galícia, acreditava-se que a Coca saía pelas ruas no dia de Corpus Christi para cometer maldades. Em geral, tanto em Portugal como na Espanha, acreditava-se que a Coca poderia ser um papão, ou seja, poderia devorar seres humanos.

A lenda chegou ao Brasil junto com os portugueses durante o período da colonização, sofreu algumas adaptações e se tornou conhecida em todo o território nacional por conta das canções de ninar.

Boitatá 

O primeiro registro que se tem dessa lenda é de um relato escrito pelo padre jesuíta José de Anchieta em 1560. No texto, Anchieta fala de um fantasma que os índios chamam baetatá, definindo-o como um “facho cintilante” que os matava, assim como os curupiras.

Na tradução dada pelo padre, baetatá significa “coisa de fogo”, palavra formada da junção de duas palavras do tupi: mbai, que significa “coisa”, e tatá, que significa “fogo”. A descrição dessa criatura e sua lenda servem como explicação para o fenômeno de fogo-fátuo, quando uma pequena chama surge espontaneamente da decomposição de matéria orgânica.

Anos mais tarde, o folclorista Luís da Câmara Cascudo explica que o movimento serpenteante do fogo-fátuo foi o motivo pelo qual o fenômeno foi associado pelos indígenas ao movimento de uma cobra. Coincidentemente, a palavra “cobra” no tupi, mbói, é bastante parecida com a palavra que define “coisa”, mbai, sendo assim, esse monstro se transformou em mbói-tatá.

Por fim, a lenda se espalhou pelo Brasil e sua popularização fez com que o mbói-tatá se transformasse em boitatá, pois a pronúncia da palavra mbói no tupi é semelhante à da palavra “boi” no idioma português.

Saci Pererê

Estudiosos dizem que seu surgimento ocorreu no Sul do Brasil com os índios guarani entre os séculos XVIII e XIX, onde a princípio era conhecida como çaa cy perereg. A força dessa lenda na região foi tão grande que ela não ficou restrita ao Brasil e chegou a países vizinhos, como Argentina, Uruguai e Paraguai, com algumas adaptações.

À medida em que a história se espalhou nacionalmente, ela foi incorporando não só elementos de diferentes regiões, mas até mesmo sofrendo alterações devido a lendas de países de forte influência cultural sobre o Brasil. 

Diversas lendas de origem europeia que podem ter influenciado características do Saci Pererê. Um dos exemplos mais citados é o trasgo, um ser de pequena estatura que faz maldades e faz parte do folclore de Portugal. 

Outra influência direta vem da cultura africana. A partir dela, o personagem adquiriu as características físicas que conhecemos hoje, com sua pele retinta, e ganhou a justificativa de ter apenas uma de suas pernas: o jovem perdeu o membro após um golpe mal dado em uma luta de capoeira.

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